sábado, julho 02, 2016

Dilema

O coração não obedece regras, não tem padrões... pois se tivesse
ele seria igual a um livro de capa dura, grosso, de muitas páginas,
A qual em seu interior estariam dispostos 
Todos os artigos, parágrafos, incisos e cláusulas quanto ao seu funcionamento.
Mas o coração é mole.
Não possui pautas nem pentagramas....
Possui a liberdade e a leveza.

Por que em meio a um furacão devastador existe um centro de calmaria profunda?
Olhar em seus olhos me coloca em um estado de tempestade caótica, um f
uracão arrasador, um fogaréu inquietante....
Mas que em seu centro estão seus lábios,
que quando os toco, encontro um silêncio e uma paz acolhedora.

Que momento é esse que me tira o fôlego, a atenção, a serenidade?
Fazendo meus instintos tomarem conta e o redor sumir diante de meus olhos....
Minha boca encher dágua e minhas pupilas dilatarem em tal agitação....
A gota de suor escorrer pela espinha fazendo brotar um calafrio que suas mãos hão de aliviar....
Essa maciez incomparável que tira o sono,
Como de suas curvas que chamam minhas mãos para passear...
Descobrir cada surpresa de seu sorriso...
descobrir sua pele de suas roupas.

Agora estou impaciente a espera de decifrar a medida perfeita do seu corpo em encaixe ao meu....
E solicitando em meio a todos que você chegue logo para me salvar em seus braços
Nesse beijo louco e infinito que desejo te dar.



Autoria: Diego Ferreira


Desatino

Me leva a loucura, me inibe a censura, me faz suspirar...
Cada vez que te olho, versos nascem.
Brotam do nada sem ao menos plantar
Não reguei, mas fluem de tanta vivacidade quanto sua energia...
São momentos loucos que minutos tão poucos que me causam nostalgia.

Me mostra sua beleza, da frieza à leveza, me faz te desejar...
É um mistério indecente, ver esse corpo tão seduzente, que toca uma canção tão envolvente, passar por mim e se distanciar...
Tento controlar meus pensamentos,
Tento até mudar de assunto
Mas quando meus olhos batem em você, tudo congela,
O relógio pára, as cores se atenuam,
O paladar aguça e minhas mãos tremem...
Tremem como o desejo de sair de si,
E encontrar-se nessa suavidade tão selvagem,
Nesses lábios tão indecifrados...

"Teus lábios são labirintos, que atraem meus instintos mais sacanas"...
Que desejo é esse que me faz ficar perdido?
Que me tiram as noites de sono em cada palavra sua,
Com esse seu jeito explosivo e tempestuoso de ser,
que me faz querer enfrentar relâmpagos e ventos fortes em suas curvas,
Só para então, te acariciar em toda serenidade dessa bonanza que em seu toque me fez querer...

Definitivamente um desatino...
Enlouquecer sem perder a sanidade
Pegar fogo sem ao menos se consumir nessa maldade
sentir sua energia ao tocar em minha pele sem exitar...
Falhar a voz quando te falo, mas nunca se calar...
Olhar em seus olhos com muita intenção sem desviar...
E fazer com que essa loucura plena não vá se acabar....
Perfeita? Mais do que isso
É aguardar todos o privilégio de ver você aqui,
dentro de mim, tirando minha voz, minha paz, minha verdade....
E contar os minutos para que os raios de sol nasçam em você,
Brilhando.... mas não mais que o meu luar se acendendo e aquecendo você.

Gire.... muitas vezes... e se perca em meus olhos
Aguardando o sorriso para finalizar mais um verso seu...
Um poema inacabado,
pois a cada dia você será mais palavras arrancadas de minha boca,
E se tornado linhas transbordadas no meu papel...

Autoria: Diego Ferreira


domingo, dezembro 06, 2015

Presos...

Muito lixo e pouco verde...
Isso é o que vemos pela janela da locomotiva
E a simpatia esvaiu-se perante tanta... pressa!
Essa pressa que nos faz mecanismos de uma rotina traçada a cada dia
que acordamos da mesma forma sempre
e vamos dormir exaustos por essa vida prolixa.

Honestidade se tornou graça para poucos bem-aventurados.
Já não se pode dizer se eles evoluíram
ou regrediram diante a tal feitos!
Os detalhes de um dia de vida vão aos poucos sendo esquecidos
e eles deixam de ver o quão a vida pode sim ser bela...
num dia cinzento, de chuva, de frio, de neblina!
Vida seria esta tão bela para ser inspirada em contos
mas de fadas, mas de homens e mulheres...
Que um dia foram para a batalha em busca de mudanças.

A calma...
e eu com minhas inquietudes externas
Consigo até as vezes apreciar dessa leveza
que nenhum escorrer de ponteiros pode me tirar.
A agitação ao redor não conturba a sensação de encontro a minha essência,
dada a essa altura necessidade de fechar os olhos para encontrar o meu silêncio.

De fato nos livramos da escravidão... das raças!
Para nos prendermos a uma jaula ainda maior...
A do tempo, do relógio, da rotina.
E assim nossa humanidade se torna cinza e fria
E nossos sentimentos, voltados ao cumprimento dos afazeres de um prazo estipulado no tempo.
A vida é mais que um cronômetro que nos diz estamos atrasados,
mas sim o espaço infinito entre o nascer e o morrer.


Autoria: Diego Ferreira