No banquinho de madeira ele aguarda,
mas não se surpreende pelo porquê... Somente espera.
Sabe disso, pois um vazio o habita,
o mexe por dentro, dilacera seus momentos de calmaria
e lá, sua alma clama de angústia...
Como se saltasse de seu corpo.
o que o leva até esse lugar ou o que ele deve esperar deste.
Não é burro e sabe que esperar não é o certo,
e que a raça humana precisa correr atrás de seus vazios...
Mas sua constante burrice o atrai sempre para o mesmo ponto.
E ele simplesmente aguarda...
Dia após dia... Minutos que se escorrem no relógio.
Está com medo de se perder nesse caminho
que percorre todos os dias pra seu banquinho...
Todavia, sempre está lá.
-“Será que é alguma pessoa? Uma notícia?
Uma mudança ou apenas coisa da minha cabeça?”
Ele se pergunta todas as manhãs quando se acorda
e todas as noites antes de dormir...
Na tentativa de recobrar sua consciência que não mais está sã.
Enquanto isso sua vida segue se arrastando vagarosamente
no aguardo de seu anseio, de seu sonho, de seu delírio...
Daquele sentimento que o preenche quando está sentado
sempre a espera,
admirando a vasta imagem a sua frente:
sua vida em breves momentos...
Autoria: Diego Ferreira

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