Desejando o desconhecido
Andar por uma trilha ainda não explorada,
Seja nas curvas da uma serra
Seja nas curvas do seu corpo.
Acelerando em linha retaPisando fundo no acelerador
Aquela adrenalina explodindo em minhas veias
O suor que escorre de cautela
Eu não consigo frear
Não consigo frear meus dedos em suas curvas.
É como voar alto ou escalar montanhas
Aquela sensação de cair
Aquele medo de errar
Um passo em falso e o perigo é iminente
Um passo em falso e seu prazer é desperdiçado.
Tenho que ser prudente, respirar fundo.
Buscar a melhor forma e desfrutar desse momento único.
Momento de desbravar seus picos, de desbravar sua boca, de alucinar seus olhos.
Sussurrar em seu ouvido satisfações e emoções
Como alguém que vibra nas ultrapassagens
Que grita a cada obstáculo transposto
A cada delírio mesmo que por instantes
Para que por fim possa ver no fundo de seus olhos um brilho.
Brilho de gozo pleno, de conquista alcançada, de limites quebrados.
O brilho de um por do sol por cima das nuvens.
Ou no pico mais alto de escalada,
Na linha de chegada plenamente vencedor
Ainda que com aquele frio na barriga e saiba que tremi, que suei, que gritei
Mas que te enalteci.... te elevei as nuvens
Te contorci cada centímetro de forma exagerada
Terminando naquela respiração forte e funda, naquela respiração leve e feliz.
De que quem sabe haja uma nova aventura ainda pela frente.
Autoria: Diego Ferreira
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