quarta-feira, novembro 06, 2013

Do nada... amor

Do nada, minha palavra cessou, meu coração acelerou,
a respiração pesada e o suor escorreu pela pele.
A gagueira ficou inevitável e a vergonha, suprema,
me faz quieto diante de você.

Do nada perceber que já não te vejo com os mesmos olhos de antes,
que a admiração deixou de ser a principal importância sua em minha vida,
sorrir sem perceber quando te avisto ao longe.
Sempre puxar conversa, mesmo que seja bobagem,
só por sua voz, sua delicadeza, seu jeitinho pirado de ser.

Do nada, sem querer, sem pensar, sem pedir,
você me conquistou, me comoveu,
me fez sentir um nada perto diante de sua grandeza.
Você pode não saber, mas eu amo você,
talvez desde a primeira vez que te vi,
talvez desde o momento em que nasci,
talvez desde que nossos destinos se cruzaram.

Agora sei o que é esse fogo que arde sem se ver,
essa dor que desatina sem doer.
Não sei quantificar ou qualificar,
só que o meu coração queria sentir.

Na tempestade severa encontrei em seu sorriso
a calmaria dos ventos de minha existência...
Toma....
meu coração é seu!


Autoria: Diego Ferreira

segunda-feira, novembro 04, 2013

Palavras que constituem uma vida

São várias as palavras que constituem uma vida. Nas premissas, a vida já é uma palavra.
Não, claro, uma palavra qualquer.

Palavras que vêm atrás de um sorriso, atrás de uma lágrima,
atrás do silêncio ou até mesmo do grito.

Palavras que estão contidas na dor,
no amor, no perdão,
na calma ou na compreensão.

Um homem mudo não consegue falar,
Não consegue por para fora tudo o que sente
e que gostaria de dizer
mas quem sabe nós das palavras que seu coração
gostaria de dizer.

Palavras...
Palavras e momentos...
Palavras e vidas...

Ao passo que marchamos no decorrer de nossos destinos,
muitas palavras serão proferidas,
muitas também esquecidas,
e talvez as principais,
jamais ditas.


Autoria: Diego Ferreira

sábado, novembro 02, 2013

Chuva poética

A chuva e a poesia são semelhantes entre si.

Chuva irriga a terra. Poesia, a alma.
Chuva molha e hidrata tudo que toca. Poesia, o coração.
Chuva traz consigo o ótimo cheiro de terra molhada. Poesia, a sabedoria.
Chuva faz florescer até os solos mais inférteis. Poesia, a paz.

A chuva e a poesia são majestosas.

Chuva faz gotejar a água que nos purifica. Poesia, o calor das palavras.
Chuva vem e vai sempre no seu ciclo. Poesia, sempre na sua existência.
Chuva faz um som agradável aos nossos ouvidos. Poesia, ao nosso ser.
Chuva vem com relâmpagos que clareiam o céu cinza. Poesia, com a luz que clareia nossa vida.
Chuva após sua partida traz sempre os pássaros com seus cantos de alegria. Poesia, o conforto de suas verdades sinceras.

A chuva e a poesia são assim, tão perfeitas...

Tão imprevisíveis...
Tão calorosas...

A chuva cessa no horizonte...
mas sempre volta algum dia.
A poesia cessa quando paramos de lê-la...
mas sempre permanece viva em nossa paixão.


Autoria: Diego Ferreira