E se não existissem as cores e a beleza que elas trazem?
E se as dálias fossem cinza e as rosas negras, como eu iria admirar?
E se as dálias fossem cinza e as rosas negras, como eu iria admirar?
E se a luz não causasse essa sensação de calor, se as
sensações não existissem, como eu iria me aquecer ao sol?
Pior ainda, e se os sons e melodias não pudessem fazer parte
de nossas vidas, como eu faria para satisfazer a vontade de ouvir sua voz?
A monotonia do cotidiano nos tornaria uma escala de cinza,
sem distinção de cores;
um foco sem definição, pois só haveria frieza e não clareza;
um silêncio enlouquecedor, pois não teria como te distinguir dos demais.
um foco sem definição, pois só haveria frieza e não clareza;
um silêncio enlouquecedor, pois não teria como te distinguir dos demais.
A exatidão dos momentos seria tão sem-graça que prazer e sentimento
seriam privilégio de poucos.
Desses poucos que estariam numa constante busca pela clareza entre as sombras.
Na busca do toque significativo de dois corpos que se amam.
Estariam na busca do cantar de um pássaro, da vida, para quebrar as paredes acústicas do silêncio sem tamanho.
Buscariam tons de pele, tons da alma, tons do coração.
Desses poucos que estariam numa constante busca pela clareza entre as sombras.
Na busca do toque significativo de dois corpos que se amam.
Estariam na busca do cantar de um pássaro, da vida, para quebrar as paredes acústicas do silêncio sem tamanho.
Buscariam tons de pele, tons da alma, tons do coração.
Eu não consigo me imaginar numa vida assim, eloquentemente
vazia.
Mas será que então sem cores, sem sons, sem luz, sem amores,
a vida teria um ciclo?
Ou será que ela seria só mais uma monotonia a somar na tristeza?
Ou será que ela seria só mais uma monotonia a somar na tristeza?
Autoria: Diego Ferreira


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