terça-feira, setembro 24, 2013

Dois "querer"

Você diz me querer bem e eu vos digo te querer para mim.

Na complexidade da vida acabamos utilizando palavras iguais para ocasiões e sentimentos diferentes.

Mas o que é querer?
Ter intenção ou vontade de, aspirar a algo, desejar...
Simples palavra que roteiriza e protagoniza papéis.

Nós somos esses papéis
e se as circunstâncias nos exigem o uso diferente do querer,
é porque o teatro é imenso
e as formas de ver quem está ao seu lado múltiplas.
Desencilhou-se aquela rotineira expressão de que querer é poder,
pois nem sempre podemos o que queremos.
E quem pode, faz errado...

Talvez o mundo virasse de pernas pro ar se pudéssemos tudo,
e nem todas as almas seriam singelas para querer alguém bem ou para si,
mas sim dinheiro, fama, e outros memoráveis papéis falhos da vida.
Guerras foram roteirizadas em prol de “quereres” desonestos,
e injustiças foram ensaiadas num fim trágico pelo poder.
E eu aqui apenas querendo alguém para si,
e ela me querendo bem.

Até quando os homens se acharão onipotentes por causa de seu livre-arbítrio?
Grande coisa se isso nos torna diferente das outras espécies,
mas não superiores.
Devemos querer as coisas certas, de real sentido,
de valores imensuráveis não em títulos, mas no coração.

Chega dessa monotonia que está nos destruindo,
queiram uns aos outros,
ou bem ou para si...


Autoria: Diego Ferreira
Imagem: Paola Ramires

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