quinta-feira, setembro 19, 2013

Lembranças...

E de repente percebemos que tudo não passa de poeira.

A saudade remonta um quebra-cabeça de lembranças que agora só têm lugar nos sonhos.
Se ontem um momento ocasional nos fez parar e considerá-lo importante,
hoje está talhado na pedreira da memória.

Irremovível, imutável...

Às vezes um tanto frio e inanimado quanto essa mesma pedra,
assim são as lembranças.
Um dia viver tais alegrias e no outro apenas lembrá-las.
Lembrar de um sorriso, de uma lágrima,
do rosto de alguém que dorme, de alguém que acorda no espanto.
Aqueles pequenos instantes que pedimos para que fossem eternos,
mas que não foram atendidas nossas preces.

Por mais sinceros, singelos,
apenas “momentos que não abro mão”.

Depois o homem quer dominar o tempo,
criando máquinas,
viajando através desde mesmo tempo atrás do que ficou no passado.

Irresistível mas temível,
pois não se seria justo mexermos no castelo de memórias
e alterar tudo com suas consequências,
afinal a saudade tem sua função:
lembrar-nos que simples humanos como nós nada somos perante o tempo.

 “O tempo não para”.
O rio não deixa de correr
nem o vento soprar.


Viver é cuidar afetuosamente cada segundo do agora,
porque um dia eles serão parte do ontem
e como todos sabemos,
restarão apenas em nossa memória.


Autoria: Diego Ferreira

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