São lastimáveis as vítimas constantes da história que jamais
acaba...
Nos primórdios, os fracos subiam em altares, escolhidos pela
decisão de uma moeda,
para com seu sangue, derramá-lo entre as pedras, acalmando os deuses tiranos,
que com sua ira nos dizimaria sem piedade... sem amor... sem remorsos.
Eventualmente o tempo passou
e os homens tornaram-se vítimas indefesas do sistema...
Aquele ser forte, postado em seu trono, com seu olhar altivo e destruidor
agora daria lugar a um deus invisível, constituído de números e cifrões,
um deus poderoso para os seletos.
Se você não se adapta ao regime, este o elimina.
Esse mesmo sistema que agora substitui o papel da divindade que pune,
mas que agride tão mais fortemente como tal.
Esconder-se às sombras das alamedas com medo de ser pego
pela massa manipulada.
Seja por agressão ou por rejeição, as armas podem ferir e gerir seres
imutáveis,
retalhar a mente dos que não se defendem,
estraçalhar o corpo dos que não pensam,
esvair a alma dos que não choram...
E a cada dia que se passa, estamos mais condenados,
condenados a viver sem nossa liberdade, sem nosso amor, sem nossa
compreensão...
Querendo ao extremo de todo precipício mergulhar numa queda sem fim,
sentindo o ar congelando nossa inocência e ignorância,
levando-nos até onde eles não nos possam tocar.
Se eles nos tocarão? Não sei...
O precipício é o nosso coração. E vai saber quem poderá chegar até lá.
Autoria: Diego Ferreira

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