sábado, outubro 19, 2013

O patrono das minhas poesias

Um simples homem se eternizou por suas palavras.
Por suas canções e poesias, regadas ao seu apreciado uísque, vós mudastes o mundo.
Entre a fumaça de seus muitos cigarros gerações se ajoelharam por tais palavras de amor,
palavras de quem via como nenhum outro ser.

Vistes o que ninguém mais viu, chorastes o que ninguém mais chorou, ristes do que ninguém mais riu,
e ao passo que seus anos iam passando, a melodia se revelando,
e seus sonetos, nos convencendo.

O poeta que carregou consigo suas nove esposas, mostra para mim um simples jovem de poucas vivências, que o amor não mede forças com a felicidade. Eles se unem.
E num Soneto de Fidelidade vivem um para o outro assim como viveu para suas esposas.

Filho da Gávea, nunca lá pus meus pés, mas seu chão carrega a história de um boêmio que num Soneto de Amor Total fez meu coração parar, sentir e bater.
E sei bem que minhas palavras são miúdas ao tentar falar de um gigante,
mas você Rio de Janeiro o acolheu de braços abertos,
para com suas praias, praças e bares, firmar os passos de um redentor.

Você, Vinicius de Moraes, não morreu, você se eternizou...
Não serás jamais esquecido, nem por mim nem por ninguém,
porque nós poetas carregamos na lembrança
as palavras de amor de alguém que um dia só nos fez cantar.

“De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.”


Se ontem você foi um poeta,
hoje e sempre serás minhas palavras.
Salve Vinicius...


Autoria: Diego Ferreira

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