domingo, outubro 06, 2013

...pelo avesso

Pescando peixes no céu, caçando pássaros na água. Abrir os olhos e sair um canto, Fechar a boca e poder ouvir.
Será que andaríamos para frente se o relógio corresse para trás?

Soltar pipas nas correntezas, velejar nas rajadas.
A luz como um oposto a todas as cores, a escuridão como sua presença.
A desvairada vida está pelo avesso.

O ciclo não mais une seu fim ao início e um elo não constitui a corrente.
O que um dia já foi normal agora é contraditório e o que ouvimos sobre um mundo de paz, um tanto utópico.
A lua não tem fases e o sol foi feito para nos esfriar.

O Saara é um grande iceberg e o Ártico, areia branca.
Estrelas constituem pontos negros no céu ao dia, e a noite, deixou de existir.
Estamos sendo apagados de nossa existência...

Cientistas dão aulas em escolas de alquimia e os padres carregam consigo seus experimentos.
Parece loucura néh... Parece mas não é!
A loucura agora é uma sanidade liberta dentro de todos e hospícios estão lotados de filósofos que inventaram a matemática.

Estamos de cabeça para baixo, andando no nada, nadando no tudo,
um dia o mundo se parecerá tanto com tudo isso,
e a vida humana não saberá mais distinguir seus valores com seus crimes.


Estamos presos a esse futuro, a essa realidade, a esse relógio,
mas e se os ponteiros não mais corressem para trás?


Autoria: Diego Ferreira

Nenhum comentário:

Postar um comentário